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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Precisamos é de amor e paz


Retirada americana da Síria deve aumentar pressão migratória
Ao retirar suas tropas do norte da Síria, EUA abandonam aliados curdos da milícia YPG, e Turquia ameaça uma ofensiva. Além de mais violência, há temores na UE de um ressurgimento do "Estado Islâmico" e mais refugiados.



Veículos militares turcos patrulham norte da Síria
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou no último sábado (05/10) o que já ameaçava há meses: a Turquia realizará uma ofensiva na Síria com tropas aéreas e terrestres O objetivo é estabelecer uma zona de segurança no norte do país vizinho, ao longo da fronteira com a Turquia.

Entre outras coisas, essa investida tem o objetivo de fazer recuar a aliança rebelde das Forças Democráticas da Síria (SDF), liderada pela milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG). Ancara vê nos curdos uma ameaça à segurança nacional.

Para Washington, no entanto, a milícia YPG é um parceiro importante na região, juntos conseguiram derrotar o autointitulado "Estado Islâmico" (EI). Sem sucesso, os EUA tentaram encontrar uma solução de segurança conjunta com a Turquia para a área fronteiriça, considerando ao mesmo tempo os interesses das milícias curdas.

Na segunda-feira de manhã, o SDF confirmou que a retirada das tropas dos EUA se iniciara, sem aviso. A Casa Branca comunicou no domingo que não defenderia seus antigos aliados contra a invasão turca. A decisão provocou inúmeras reações críticas, dentro e fora dos Estados Unidos, acusando Donald Trump de deixar os aliados curdos à mercê do Exército turco.

Nesta terça-feira, Trump tentou acalmar os ânimos, dizendo que não abandonará os curdos. "Estamos saindo da Síria, mas não abandonamos os curdos, que são pessoas especiais e maravilhosos combatentes", escreveu o presidente americano em sua conta pessoal no Twitter.
Trump prometeu que os EUA continuarão a ajudar as milícias curdas "financeiramente e com armas", respondendo, dessa forma, a críticas que surgiram do seu próprio Partido Republicano, que o acusam de estar deixando de proteger aliados que foram valiosos na luta contra o terrorismo.

Ofensiva turca
A investida do presidente turco pode ter consequências catastróficas para muito além da região. Consta que dezenas de milhares de apoiadores e combatentes do EI se encontram em campos curdos no norte da Síria.

"Uma das maiores ameaças é prisioneiros do EI do norte da Síria se estabelecerem no Iraque, o que afeta diretamente nossos interesses de segurança", disse à DW o parlamentar alemão Roderich Kiesewetter. Como muitos na UE, ele teme que os EUA acabem fazendo o jogo do grupo terrorista islâmico, caso se retirem da região e a Turquia assuma o poder.

Por conseguinte, Bruxelas está preocupada com os desdobramentos atuais. A porta-voz da Comissão Europeia Maja Kocijačič afirmou que, apesar das preocupações legítimas de segurança em relação à Turquia, a União Europeia continua a apoiar a integridade territorial do Estado sírio. Assim, o bloco europeu não considera justificada uma ofensiva militar turca.

"Os novos combates no nordeste da Síria não vão apenas agravar o sofrimento da população civil e levam à fuga, mas também prejudicar o processo político que estamos apoiando", comentou Kocijačič.

Mil soldados americanos devem ser retirados do norte da Síria

Refugiados em foco
Julien Barnes-Dacey, do think tank Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR), aponta que a Turquia não tem nenhum plano para lidar com a ameaça de um recrudescimento do EI. Sua prioridade é manter os curdos sob controle e fazê-los recuar.

Consta que nos campos de prisioneiros vigiados pelos curdos se encontram milhares de combatentes do EI provenientes de Estados europeus como a Alemanha. As exigências dos EUA de repatriá-los e levá-los à Justiça em seus países de origem não foram levadas a sério.

Segundo Barnes-Dacey, essas nações deixaram de assumir a responsabilidade por seus cidadãos, e "se essa região voltar a afundar num conflito, tudo poderá acontecer em relação aos prisioneiros do EI".

Além das preocupações de segurança e da disputa pela influência na região fronteiriça, a situação dos refugiados na Turquia vai, provavelmente, desempenhar um papel crucial na estratégia do Exército turco. Desde o início da guerra civil cerca de 3,6 milhões de deslocados sírios fugiram para a Turquia.

No início se vivenciava a cultura de boas-vindas, porém hoje o clima é outro no país. Erdogan anunciou agora que vai transferir os refugiados sírios para a zona de segurança planejada nos territórios do norte da Síria, possibilitando-lhes, assim, o retorno à terra natal.

Críticos como a eurodeputada Özlem Alev Demirel, do partido A Esquerda, acusam o presidente turco de seguir esse passo apenas por interesses de política externa: seu objetivo seria destruir o governo autônomo democrático liderado pelos curdos. "Com a invasão, bem como com a realocação de refugiados sírios, pretende-se ganhar a maior influência possível na reorganização da Síria", explica a parlamentar europeia.

No entanto, novos combates no norte da Síria também podem ter o efeito inverso, levando mais cidadãos a tentarem deixar o país. Desde o acordo UE-Turquia de 2016, Ancara assumiu a tarefa de impedir que os refugiados prossigam sua viagem em direção à UE. Se a ofensiva militar turca desencadear uma nova onda migratória, o número de refugiados poderá aumentar, de início apenas na Turquia. Mas em seguida a pressão migratória também deverá aumentar na Europa.

Milhares de apoiadores do EI se encontram em campos controlados por curdos na Síria

Durante meses, a situação no norte da Síria criou tensões entre a Turquia e os EUA, que são parceiros da Organização no Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ancara classifica a milícia YPG como organização terrorista, Washington a apoiou militarmente. A situação compromete as relações entre os dois países, mas no momento ainda não se trata de um caso para a Otan, mas sim para os respectivos governos, afirmou um porta-voz da aliança atlântica consultado pela DW.

Com a retirada dos americanos, a tensão na região deverá continuar. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que puniria a Turquia se ela violasse os interesses americanos com a invasão: "Destruirei completamente a economia turca", tuitou na noite de segunda-feira.

Nesta terça-feira, o presidente americano aproveitou o seu tuíte sobre os curdos para lembrar a relação que os EUA mantêm com a Turquia, membro da NATO, dizendo que "é muito boa", apesar de, na segunda-feira, ter ameaçado "destruir completamente a economia" desse país, se este fizesse alguma coisa "que vá para além dos limites", referindo-se à intenção de ataque aos curdos na Síria.

Não se sabe se o americano vai transformar essas palavras em ações. Mas uma coisa é certa: se o "Estado Islâmico" voltar a ganhar influência no contexto da ofensiva militar turca, esse conflito não poderá ser resolvido apenas por Washington e Ancara.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Mais um agente na guerra

Horas após aprovação do Parlamento, Reino Unido inicia bombardeios na Síria contra EI
Redação | São Paulo - 03/12/2015 - 11h30
Caças acertaram campos de petróleo no leste sírio; Reino Unido também pretende dobrar o número de aeronaves enviadas para atacar o grupo extremista
  





Horas após aprovação do Parlamento, o Reino Unido deu início aos ataques aéreos nesta quinta-feira (03/12) contra o EI (Estado islâmico) na Síria, em atuação junto à coalizão internacional liderada pelos EUA contra o grupo jihadista no país.

Segundo o ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, quatro caças acertaram campos de petróleo no leste da nação de Bashar al-Assad. Ele classificou a missão como "bem-sucedida".

Agência Efe

Os caças britânicos atingiram campos de petróleo, disse o ministro da Defesa do Reino Unido


Já em atuação no Iraque, o Reino Unido pretende dobrar o número de aeronaves enviadas para atacar alvos do EI também na Síria. Os oito caças a mais ficarão no Chipre, onde os britânicos possuem base aérea.

O Parlamento aprovou na noite de quarta-feira (02/12) a proposta do primeiro-ministro inglês, David Cameron, de se juntar à coalizão de combate aos jihadistas, da qual já fazem parte os EUA e a França. Foram 397 votos a favor e 223 contra.

Na ocasião, Cameron comemorou a decisão dos deputados britânicos, alegando que a ação contra “os monstros medievais” do EI é "legítima" e que irá “manter nosso país seguro”.


Contudo, a oposição aos conservadores britânicos, representada pelo líder trabalhista, Jeremy Corbyn, criticou a ação militar. Para ele, ser contra o bombardeio do Reino Unido na Síria não é "pacifismo", mas "bom senso".

“Não há dúvidas que o autodenominado Estado Islâmico impôs um reinado de sectarismo e terror desumano no Iraque, na Síria e na Líbia. E não há dúvidas que ele apresenta uma ameaça ao nosso próprio povo. Mas a questão agora é saber se estendendo os bombardeios britânicos do Iraque para a Síria irá reduzir ou aumentar a ameaça ao Reino Unido – e se isso irá espalhar a campanha do terror  pelo Oriente Médio”, disse o líder da oposição.


AgênciaEfe

Ingleses protestaram na noite de ontem frente à Câmara dos Comuns contra os ataques aéreos na Síria, 

Por sua vez, o presidente dos EUA, Barack Obama, também comemorou a decisão do Parlamento britânico. “Dou as boas-vindas à votação do Reino Unido para se unir aos parceiros da coalizão e bombardear alvos do EI na Síria. A relação especial entre EUA e Reino Unido se baseia em nossos valores compartilhados e o compromisso mútuo com a paz, a prosperidade e a segurança”, disse o chefe de Estado norte-americano em comunicado.

A Alemanha também pretende se juntar à coalizão. Na terça-feira (01/12), o Conselho de Ministros anunciou que enviaria mais 1,2 mil militares para lutar contra os jihadistas, além de mais aviões de reconhecimento e abastecimento. A medida, contudo, requer aprovação do Parlamento alemão, que deverá votar nos próximos dias.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Nao queremos guerras, nem bombas. Muito menos, bombas atômicas.

AS BOMBAS
SOBRE HIROSHIMA







Temos uma canção no Brasil que fala dos horrores (estranho porque todo mundo usa sempre esta expressão “horrores”) talvez porque seja a única capaz de expressar o que os que não viveram a tragédia, possa chegar ao mais próximo daquele inferno. 

Apenas para aqueles que já foram ao inferno.

Ou os físicos, os químicos, os ferreiros, soldados, pilotos espaciais, engenheiros metalúrgicos e toda a miríade de humanos  que vivem próximos as temperaturas extremas.

Foi um horror. A fabricação da bomba e  o segredo exigido de todos.

Foi um horror a caça as bruxas quando os soviéticos explodiram seu próprio inferno.

Portanto como brasileiro, publico esta musica maravilhosa na voz incrivelmente maravilhosa de Ney Matogrosso e seu bando, Secos e Molhados.

Somente para que, nunca mais exploda a terceira bomba – Lâmina, de Zé Ramalho, outra maravilha.


E não deixem o  Irã construir suas próprias bombas. Israel poderá ser destruído e assim, perdermos de vez a oportunidade da paz e do amor humano.

Abaixo todas as bombas do mundo. Aos céus a paz, o amor e a fraternidade!