sexta-feira, 29 de junho de 2018

Ainda na casa grande


Cota para estágio fortalece inserção de negros no mercado de trabalho

Decreto pode criar cerca de 40 mil vagas para jovens negros

Publicado em 28/06/2018 - 15:37

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil Brasília






Um decreto assinado hoje (28) pelo presidente Michel Temer prevê que os estudantes negros terão reservadas 30% das vagas em processos de seleção de estágio e na contratação de jovens aprendizes no serviço público. A medida busca fortalecer a inserção dos jovens negros no mercado de trabalho.

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, a proposta é aplicar a mudança na administração pública, autarquias, fundações públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. Na cerimônia de assinatura do decreto, no Palácio do Planalto, dirigentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, da Petrobras e do Banco do Nordeste assinaram termo de compromisso da reserva de vagas.

No discurso, o presidente Michel Temer disse que o decreto tem fundamental importância para a inclusão social, um dos pilares de seu governo. “Estamos dando mais oportunidades para segmento da população que enfrenta conhecido histórico de exclusão, que é vítima das mais diferentes formas”, disse. Temer disse ainda que vai continuar seguindo na linha do diálogo permanente e da responsabilidade fiscal acompanhados da responsabilidade social.

Secretário Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo José Cruz/Agência Brasil

O secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, disse que o decreto é um incentivo para jovens negros iniciarem a vida profissional e contribui também para a redução da desigualdade racial. “Essa ação, que também é afirmativa, representa muito mais que uma oportunidade de primeiro emprego, representa a construção de uma democracia com justiça social”, disse.

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Gustavo Rocha, lembrou que a cota de 30% estabelecida pelo decreto assinado hoje é superior à reserva de 20% das vagas em concursos públicos federais para negros: “todos sabemos que é muito difícil o início da vida profissional, principalmente para os negros”.

Poderão concorrer às vagas reservadas, candidatos negros que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição para seleção de estágio, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, estima que o decreto pode possibilitar a criação de cerca de 40 mil vagas para jovens negros em estágios e programas de aprendizagem no setor público federal. “Eles terão a oportunidade de ingressar no primeiro emprego, ter um rendimento mínimo que permita que ele mantenha seus custos diários e possa permanecer na escola, além de fazer treinamentos indispensáveis para dar os saltos posteriores”, disse.

A reserva de 30% das vagas em processos de seleção de estágio e na contratação de jovens aprendizes no serviço público atende a reivindicações do movimento negro nas áreas de educação, saúde e trabalho rumo à superação das desigualdades étnico-raciais, de acordo com o Ministério dos Direitos Humanos.

Edição: Denise Griesinger


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Trump


Às vésperas do G7, Trump responde a críticas de chefes de Estado 

Mensagens foram postadas no Twitter

Publicado em 08/06/2018 - 00:01

Por Leandra Felipe – Repórter da Agência Brasil Atlanta (EUA)




Horas antes do início da reunião do G7 (grupo dos sete países com as economias mais avançadas do mundo), em Quebec (Canadá), o presidente Donald Trump  devolveu no Twitter as críticas do anfitrião do encontro, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e do presidente da França, Emanuel Macron, que disseram em uma coletiva em Montreal que uma discussão sobre retaliações sobre a política tarifária de importações sobre o aço e o alumínio adotada por Washington deve ser realizada. 

Trump dirigiu-se diretamente aos dois líderes em uma postagem no Twitter hoje (7). "Por favor, diga ao primeiro-ministro Trudeau e ao presidente Macron que eles estão cobrando as tarifas massivas dos EUA e criando barreiras não monetárias. O superávit comercial da União Europeia com os EUA é de US $ 151 bilhões e o Canadá mantém nossos agricultores e outros. Esperamos vê-los amanhã".

Mais cedo, Macron também usou o Twitter para dizer que o presidente Trump parecia não se importar com o isolamento. "O presidente americano pode não se importar em ficar isolado, mas também não nos importamos em assinar um acordo de seis países. Como esses seis países representam valores, eles representam um mercado econômico que tem o peso da história e que é agora uma verdadeira força internacional ".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa do G7 às vésperas de sua viagem para a Coréia do Norte - Agência Reuters 

Em outra postagem, Trump chamou o primeiro-ministro canadense de "indignado" ao opinar sobre comentários de Trudeau durante uma coletiva, hoje em Montreal, ao lado do presidente Macron, após uma reunião bilateral entre França e Canadá.

"O primeiro-ministro Trudeau está sendo tão indignado, trazendo à tona o relacionamento que os EUA e o Canadá tiveram ao longo dos muitos anos e todo tipo de outras coisas", ironizou. E depois atacou: "Mas ele [Trudeau] não menciona o fato de que eles nos cobram até 300% em laticínios - ferindo nossos agricultores, matando nossa agricultura!". 

Ruptura

Antes mesmo do início da cúpula, o grupo dá sinais de desgaste e do isolamento dos Estados Unidos. O presidente francês, Emmanuel Macron, também anunciou mais cedo em Montreal uma reunião com os chefes de governo alemão, britânico e italiano, além de autoridades da União Europeia. 

Na coletiva ao lado de Trudeau, Macron afirmou que a cúpula "pelo menos reforçará os acordos entre os seis", referindo-se aos quatro países europeus, ao Canadá e ao Japão. Ele disse que o G7 é uma oportunidade para se unirem e terem discussões francas, abertas, entre nações que são aliadas e amigas há muito tempo. 

"Haverá temas nos quais o presidente dos Estados Unidos não estará totalmente em sintonia com os outros. Penso, claro, nas mudanças climáticas e no comércio", disse. 

A cúpula em Quebec é o 44º encontro entre os integrantes do chamado Grupo dos Sete ou G7, formado por Canadá , França , Alemanha , Itália , Japão , Reino Unido e Estados Unidos. O encontro vai desta sexta-feira (7) até sábado (8).

Trump participará da cúpula pouco antes de embarcar para o esperado encontro histórico entre ele e o líder norte-coreano Kim Jong Un em Singapura, previsto para o dia 12 de junho. 

Além da presença dos líderes dos países, o secretário-geral das Nações Unidas, ONU, o português António Guterres, confirmou presença na cúpula neste sábado (8) para participar da Cúpula e fazer contatos bilaterais, segundo um comunicado oficial do  organismo.



Edição: Fábio Massalli




terça-feira, 29 de maio de 2018

O mundo precisa de paz


Trump confirma ida de representante da Coreia do Norte aos EUA
O norte-coreano Kim Yong Chol discute em Nova York a cúpula do dia 12
Publicado em 29/05/2018 - 09:14
Por Leandra Felipe - Repórter da Agência Brasil Atlanta (EUA)



O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou na manhã de hoje (29) que, Kim Yong Chol, o segundo nome no comando da Coreia do Norte, terá reuniões em Nova York. É a autoridade mais importante do governo norte-coreano a visitar os Estados Unidos em quase 18 anos. Ele é considerado o braço direito do líder norte-coreano.

"Reuniremos uma grande equipe para nossas conversas com a Coréia do Norte, para reuniões sobre a cúpula e muito mais", escreveu no Twitter. De acordo com a agência EFE, Kim Yong Chol tem voo reservado para amanhã (30) com destino a Nova York.

Trump atribuiu a vinda do norte-coreano ao país, à carta enviada na semana passada o presidente Kim Jong-Un. No texto, o presidente americano cancelava a reunião prevista para junho. "Resposta sólida à minha carta, obrigado", comentou na rede social. O presidente não deixou claro, o horário da reunião, nem detalhes do encontro.


O número 2 do regime norte-coreano participará de uma reunião preparatória para a cúpula entre Trump e Kim Jong-un no próximo dia 12 de junho, em Cingapura. No Twitter, o presidente americano também se referiu a Kim Yong-Chol como “vice-presidente norte-coreano", ao dizer que ele estava a caminho de Nova York.

Kim Yong-Chol é a autoridade mais importante a visitar os Estados Unidos desde 2000, quando o vice-marechal Jo Myong Rok foi a Washington para se encontrar com o ex-presidente americano Bill Clinton em outubro daquele ano. Na época, a reunião serviu de preparação para a visita da então secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, à Coreia do Norte.

Cúpula mantida
A viagem de Kim Yong Chol ocorre no momento em quando os Estados Unidos e a Coreia do Norte tentam manter a cúpula do dia 12 de junho. As negociações quase foram desfeitas semana passada.

O presidente dos Estados Unidos, Trump, cancelou o encontro no dia 24, após comentários de alto funcionário da chancelaria norte-coreana que chamou o vice-presidente Mike Pence de "manequim político".

As dificuldades no diálogo surgiram depois de testes militares feitos pela Coreia do Sul e Estados Unidos no começo deste mês e de comentários do Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Trump, John Bolton, de que o governo americano estaria olhando para a Líbia como um possível exemplo para a Coreia do Norte. Os comentários de Bolton deixaram em alerta a alta cúpula norte-coreana, de que os Estados Unidos poderiam ter o objetivo de dar a Kim Jong-un o mesmo destino do ditador da Líbia, Muammar Khadafi – capturado e morto em 2011, por rebeldes com apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Khadafi foi morto oito anos depois de ter feito, em 2003, um acordo para desistir de seu programa nuclear. Na época, as sanções impostas pelos Estados Unidos à Líbia foram suspensas, e as relações entre os dois países foram retomadas.
Saiba mais
Edição: Talita Cavalcante


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Um mundo em transe


Instabilidade sobre acordo com Irã eleva preço do barril de petróleo
Publicado em 07/05/2018 - 10:59
Por Leandra Felipe – Repórter da Agência Brasil Estados Unidos







O preço do petróleo Brent - cotação do chamado petróleo do Mar do Norte - chegou hoje (7) a US$ 75,71, subida histórica porque, desde de novembro de 2014, não ultrapassava US$ 70 por barril.

A imprensa especializada em economia em Londres e nos Estados Unidos afirma que a alta preocupa os investidores, e está relacionada ao temor de que o presidente Donald Trump abandone o acordo nuclear com o Irã. Foi o acordo multilateral de 2015 que permitiu que o governo iraniano exportasse mais petróleo bruto, aliviando a pressão sobre os preços.

A subida foi de quase 1%. Algumas previsões afirmam que novas sanções ao Irã poderiam prejudicar o fornecimento global de petróleo. Analistas entrevistados pela CNN Money afirmam que um rompimento no acordo com o Irã e a crise na Venezuela - outro grande produtor - poderiam rapidamente levar o preço do barril Brent a ultrapassar os US$ 80 em um curto espaço de tempo.

Reflexo
O petróleo cru Brent ganhou este nome porque antigamente ele era extraído de uma Base Shell e hoje o nome indica que o óleo sai do Mar do Norte, sendo vendido na Bolsa de Londres.  A cotação do petróleo Brent é um importante indicador para os mercados da Europa e Ásia.

Outra cotação avaliada pelos mercados é a do petróleo WTI, que vem do nome West Texas Intermediate. O Texas é estado com maior produção de petróleo nos Estados Unidos. O WTI é negociado em Wall Street, na Bolsa de Valores de Nova York, e é a referência para o mercado norte-americano.

O WTI geralmente é mais caro que o petróleo Brent, e abastece o mercado interno, um dos maiores consumidores de combustíveis fósseis do mundo.

No mercado interno nos Estados Unidos a população já sente diferença de preços no combustível que chega ao consumidor final. Desde o início do ano, a gasolina subiu em média 16%.

A alta de preços interna decorre da baixa de estoques no país. Crises políticas como a do Irã e da Venezuela pressionam também outros mercados na América do Sul e o preço pago pelo consumidor brasileiro.
Edição: Kleber Sampaio
http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2018-05/instabilidade-sobre-acordo-com-ira-eleva-preco-do-barril-de-petroleo





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