sexta-feira, 11 de março de 2016

Zangões na fita



O primeiro Festival internacional de filmes feitos por drones os transforma em estrelas da sétima arte.




É possível que um dia no futuro próximo o mundo esteja fervilhando com robôs voadores. Brevemente, drones de todos os formatos e tamanhos podem estar zunindo sobre as nossas cabeças. Os drones equipados com câmeras estão se tornando os olhos por trás da consciência coletiva – eles verão coisas nunca vistas antes, conduzindo-nos pelos cantos sombrios e vastos espaços abertos do futuro.

Pelo menos é esse o espírito do Festival internacional de filmes por robôs voadores que será realizado em São Francisco no dia 19 de novembro.

“O que me deixou fascinado sobre os drones foi ver as filmagens feitas por eles, obtendo a vista aérea que não era possível antes,” disse Eddie Codel, um pioneiro em videografia de drones e idealizador do primeiríssimo festival internacional de filmes dedicado aos drones.

Codel fala de drones com o mesmo entusiasmo de um menino de 8 anos de idade com seu novo Lego – as possibilidades são limitadas apenas pela imaginação.

E a imaginação de Codel parece não ter limites. Há anos ele é um fotógrafo digital que se transformou em criador. Os drones incorporam suas duas paixões.

Ele é o símbolo do vertiginoso crescimento da economia dos drones que pode resultar na venda de milhões de drones durante as festas de Natal, segundo o funcionário da FAA, Rich Swayze, em uma entrevista à ATW Online.

Ele criou o festival de filmes para dar vazão à produção de outros aficionados por drones, uma forma de criar uma comunidade e uma paixão.

“Com a atual proliferação de drones, existem inúmeras pessoas produzindo conteúdo excelente,” disse ele. “Senti que precisava existir um lugar para celebrar isso.”

Codel queria tornar o festival acessível para o máximo de pessoas possível e, por isso, manteve os preços dos ingressos baixos (apenas US$ 10 e gratuito para estudantes) e ofereceu até seis categorias para estimular o interesse de diferentes pessoas, tanto no nível local quanto internacional.

As categorias incluem: Cinematografia, Drones do Bem, Esportes Aéreos, LOL WTF, Fui Eu Que Fiz! E Filmes de Estudantes. Codel disse que as categorias incentivam a narrativa, usando a gravação feita pelo drone para criar um novo formato de narrativa, mas que também as histórias que estão por trás daquelas filmagens despertam interesse.












A categoria Drones do Bem, por exemplo, destaca pessoas caridosas que utilizam drones para realizar trabalho humanitário.


Iniciativas como o Syria Airlift Project (Projeto Ponte Aérea para Síria) estão usando drones para levar alimentos e medicamentos para a Síria devastada pela guerra. Mark Jacobsen, Fundador e Diretor Executivo da Uplift Aeronautics, a empresa que está por trás da ajuda humanitária, disse que na Síria a fome e a privação de medicamentos são usadas como armas de guerra. Ele e sua equipe estão usando drones para prestar ajuda com segurança.

“Nossa visão é que quando alguém tenta vencer pela fome uma comunidade inteira, disse, “encheremos o céu de alimentos.”

Na categoria “Eu Fiz Isso!”, Kristoff Grospe recriou o Delorian de De Volta Para o Futuro, enquanto outro participante deixou a câmera do seu drone livre sobre o campus da sua antiga faculdade.